Você, minha visão de utopia,
Que desperta o mais profundo arcadismo,
Que me faz morrer de amor.
Me faz morrer de amor,
que sem ti, não há vida,
não há ar, não há água.
Me falta a vida,
quando a vida me traz a falta tua.
Vazio, aquilo que me condena.
Desse vazio surge calor,
surge um abraço.
Completa tudo, o vazio.
Aquece o frio, adoça o amargo.
Então se vira, vai embora,
e como um sol que se afasta,
meu corpo volta ao neutro.
Daiane Machado
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